Dr. Marcos Maranhão, médico de família (CRM-SP 132.965-SP).
Osteoporose: Primeiros Sintomas, Prevenção e Tratamento
A osteoporose é uma doença metabólica caracterizada pela redução progressiva da densidade mineral óssea, que compromete a resistência dos ossos e aumenta drasticamente o risco de fraturas. Conhecida como a "doença silenciosa", ela evolui sem sintomas por anos, décadas até — até que uma queda banal, um espirro mais forte ou um movimento errado revela sua presença por meio de uma fratura dolorosa e, muitas vezes, debilitante.
No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas vivam com osteoporose, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia. A projeção é ainda mais alarmante: com o envelhecimento acelerado da população, o número de fraturas osteoporóticas deve dobrar nos próximos 20 anos. Apesar disso, a maioria dos pacientes só descobre a doença depois que o primeiro osso quebra — o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce as armas mais poderosas que temos contra essa epidemia silenciosa.
Como médico de família, vejo diariamente pacientes que poderiam ter evitado fraturas devastadoras se tivessem recebido orientação adequada alguns anos antes. Este artigo reúne o que você precisa saber sobre osteoporose: dos primeiros sinais aos tratamentos mais modernos, passando por estratégias concretas de prevenção que fazem diferença real na prática clínica.
O que é a osteoporose? Entendendo o T-score
Nossos ossos não são estruturas estáticas. Eles passam por um processo contínuo de remodelação: células chamadas osteoblastos constroem tecido ósseo novo, enquanto os osteoclastos reabsorvem o tecido velho. Na juventude, a formação supera a reabsorção, e atingimos o chamado pico de massa óssea por volta dos 25 a 30 anos. A partir daí, o equilíbrio se inverte: perdemos mais osso do que formamos.
Na osteoporose, essa perda óssea se acelera a ponto de comprometer a microarquitetura do osso, que se torna poroso, frágil e suscetível a fraturas com traumas mínimos.
O padrão-ouro para o diagnóstico é a densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral dos ossos e fornece o T-score, um valor que compara sua densidade óssea com a de um adulto jovem saudável. A classificação é objetiva:
| T-score | Classificação | Conduta |
|---|---|---|
| Acima de -1,0 | Normal | Manter prevenção (cálcio, vitamina D, exercícios) |
| -1,0 a -2,5 | Osteopenia | Rever fatores de risco; considerar intervenção se risco elevado |
| Igual ou abaixo de -2,5 | Osteoporose | Iniciar tratamento farmacológico |
| -2,5 + fratura por fragilidade | Osteoporose grave | Tratamento + reabilitação + prevenção de quedas |
O T-score é obtido principalmente na coluna lombar e no colo do fêmur. Valores de Z-score (comparação com pessoas da mesma idade) são usados em mulheres na pré-menopausa e em homens abaixo dos 50 anos.
Fatores de risco: quem está mais vulnerável?
Alguns fatores de risco são não modificáveis, mas reconhecê-los permite uma abordagem preventiva mais precoce e dirigida. Os principais são:
- Sexo feminino: mulheres correspondem a cerca de 80% dos casos de osteoporose. Aos 50 anos, uma em cada três mulheres sofrerá uma fratura osteoporótica ao longo da vida — comparável ao risco de doenças cardiovasculares.
- Idade avançada: o risco aumenta progressivamente após os 50 anos, acelerando-se após os 65.
- Menopausa: a queda abrupta do estrogênio, que tem papel protetor sobre o osso, acelera a perda óssea nos primeiros 5 a 10 anos após a menopausa.
- Baixo peso corporal (IMC < 19 kg/m²): menos massa corporal significa menor carga mecânica sobre os ossos e menor reserva hormonal.
- História familiar: fratura de quadril em mãe ou pai dobra o risco do paciente.
- Raça branca ou asiática: maior risco em comparação com negros e hispânicos, que tendem a ter maior densidade óssea.
Entre os fatores modificáveis, destacam-se:
- Tabagismo: o cigarro reduz a absorção de cálcio, acelera o metabolismo do estrogênio e prejudica diretamente as células ósseas. Fumantes perdem massa óssea mais rapidamente que não fumantes.
- Consumo excessivo de álcool: mais de 3 doses diárias interfere na absorção de cálcio e vitamina D e prejudica a função dos osteoblastos.
- Baixa ingestão de cálcio ao longo da vida.
- Sedentarismo: a falta de impacto mecânico sobre os ossos reduz o estímulo para a formação óssea.
- Uso prolongado de corticoides (prednisona, etc.): mesmo doses baixas (≥ 5 mg/dia de prednisona por mais de 3 meses) aumentam significativamente o risco. É a causa mais comum de osteoporose secundária.
- Doenças crônicas: artrite reumatoide, diabetes tipo 1, doença inflamatória intestinal, doença renal crônica, hipertireoidismo não tratado.
- Medicações: inibidores da aromatase (câncer de mama), agonistas de GnRH (câncer de próstata), anticonvulsivantes, inibidores da bomba de prótons em uso prolongado.
Sintomas: por que é chamada de doença silenciosa?
A osteoporose em estágio inicial não causa sintomas. Não há dor, não há desconforto, não há sinal visível. O paciente sente-se perfeitamente saudável enquanto seus ossos se tornam progressivamente mais frágeis. Por isso, a primeira manifestação clínica é, na maioria dos casos, uma fratura.
As fraturas osteoporóticas mais comuns são:
Fraturas vertebrais (as mais frequentes)
Ocorrem nas vértebras da coluna torácica e lombar, muitas vezes sem trauma — um espirro, ao abaixar para pegar um objeto, ou mesmo ao levantar da cama. Uma única fratura vertebral pode reduzir a estatura em 1 a 2 cm. Fraturas múltiplas levam à cifose progressiva (a "corcunda") e à perda total de altura que pode chegar a 10 ou 15 centímetros ao longo dos anos. Os sinais de alerta incluem:
- Diminuição perceptível da altura (perda de mais de 4 cm desde a altura aos 25 anos)
- Roupas que passam a ficar compridas sem perda de peso
- Dor lombar crônica (muitas vezes confundida com "mau jeito" ou artrose)
- Postura encurvada progressiva
- Distância reduzida entre as costelas e a crista ilíaca
Fraturas de fêmur (quadril)
São as mais graves. Uma fratura de quadril em idosos está associada a um risco de morte de 20 a 30% no primeiro ano, além de perda significativa de independência funcional. Cerca de metade dos pacientes que sofrem fratura de quadril nunca recupera a capacidade de deambular como antes. Ocorrem tipicamente por queda da própria altura em pacientes acima de 65 anos.
Fraturas de punho (rádio distal)
Frequentes em mulheres na pós-menopausa após queda com a mão estendida. Embora menos graves que as fraturas de quadril, são um forte preditor de risco futuro: quem já fraturou o punho tem o dobro de chance de fraturar o quadril nos anos seguintes.
Outras fraturas
Costelas, úmero (braço), pelve e tíbia também podem ser afetadas. Fraturas de costela em pacientes sem trauma significativo devem sempre levantar suspeita de osteoporose.
Um alerta importante para médicos e pacientes: dor nas costas persistente em paciente acima de 55 anos — especialmente se acompanhada de redução de altura — merece investigação com raio-X e, idealmente, densitometria óssea.
Diagnóstico: quando e como fazer?
A densitometria óssea por dupla emissão de raios-X (DXA) é o exame padrão-ouro. É um exame rápido (15 minutos), indolor e com baixíssima radiação (equivalente a 10% de uma radiografia de tórax).
Quem deve fazer densitometria?
- Todas as mulheres ≥ 65 anos e homens ≥ 70 anos
- Mulheres na pós-menopausa com fatores de risco (baixo peso, tabagismo, história familiar de fratura de quadril)
- Pessoas com fratura por fragilidade após os 50 anos (fratura que ocorre com trauma mínimo)
- Uso crônico de corticoides (≥ 5 mg/dia de prednisona por ≥ 3 meses)
- Doenças associadas à osteoporose secundária
- Perda de altura ≥ 4 cm
- IMC < 19 kg/m² ou perda de peso significativa não intencional
Interpretação dos resultados
O DXA fornece o T-score e o Z-score (já explicados anteriormente). Além da classificação, médicos podem usar ferramentas como o FRAX (desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde), que calcula o risco absoluto de fratura em 10 anos combinando densidade óssea com fatores clínicos. No Brasil, o FRAX é útil para decidir se pacientes com osteopenia (T-score entre -1 e -2,5) se beneficiariam de tratamento medicamentoso.
Exames complementares que podem ser solicitados na suspeita de causas secundárias incluem: cálcio sérico e urinário, vitamina D (25-OH vitamina D), TSH, PTH, eletroforese de proteínas, função renal e hepática, e, em alguns casos, marcadores de remodelação óssea (P1NP, CTX).
Prevenção: o que fazer antes do osso quebrar
A prevenção da osteoporose começa na infância — com alimentação rica em cálcio e atividade física — mas nunca é tarde para começar. Mesmo pacientes já diagnosticados com osteopenia ou osteoporose estabelecida se beneficiam de medidas preventivas que reduzem o risco de novas fraturas.
1. Cálcio — o alicerce do osso
A recomendação diária de cálcio para adultos é de 1000 a 1200 mg/dia. A melhor fonte é a alimentação. O cálcio de alimentos é melhor absorvido que o de suplementos e não apresenta riscos de hipercalcemia ou nefrolitíase quando obtido pela dieta. Quando a dieta é insuficiente, a suplementação deve ser considerada, preferencialmente em doses fracionadas (máximo 500 mg por dose) para melhor absorção.
Alimentos ricos em cálcio
| Alimento | Porção | Cálcio (mg) |
|---|---|---|
| Leite integral / desnatado | 1 copo (240 mL) | 290 |
| Iogurte natural | 1 pote (200 g) | 240 |
| Queijo minas frescal | 1 fatia (50 g) | 300 |
| Queijo parmesão ralado | 1 colher de sopa (15 g) | 200 |
| Sardinha (com espinhas) | 2 unidades (100 g) | 380 |
| Salmão enlatado | 100 g | 240 |
| Couve (cozida) | 1 xícara (150 g) | 180 |
| Brócolis | 1 xícara (150 g) | 60 |
| Espinafre (cozido) | 1 xícara (150 g) | 240 |
| Tofu (preparado com sulfato de cálcio) | 100 g | 350 |
| Amêndoas | 30 g (cerca de 20 unidades) | 75 |
| Gergelim | 1 colher de sopa (10 g) | 90 |
| Feijão branco (cozido) | 1 concha (100 g) | 90 |
| Grão-de-bico (cozido) | 1 concha (100 g) | 50 |
| Ovo (cozido) | 1 unidade (50 g) | 26 |
| Leite vegetal fortificado | 1 copo (240 mL) | 300 (varia conforme marca) |
Uma orientação prática: 3 porções de laticínios por dia (1 copo de leite + 1 iogurte + 1 fatia de queijo) fornecem cerca de 800 mg de cálcio. Completar com vegetais verde-escuros, sardinha ou tofu fecha a meta diária sem necessidade de suplementação na maioria dos casos.
2. Vitamina D — a chave que abre a porta para o cálcio
O cálcio só é absorvido adequadamente no intestino na presença de vitamina D. A recomendação para prevenção de osteoporose é de 800 a 2000 UI/dia de vitamina D, dependendo do nível sérico do paciente, da exposição solar, da cor da pele e da estação do ano.
No Brasil, apesar do clima tropical, a deficiência de vitamina D é extremamente comum. O uso de protetor solar (necessário para prevenção do câncer de pele) bloqueia em mais de 95% a produção de vitamina D pela pele. Além disso, a capacidade de sintetizar vitamina D diminui com a idade. Por isso, muitos idosos precisam de suplementação mesmo com exposição solar adequada.
3. Exercícios físicos — o estímulo mecânico que o osso precisa
O osso responde ao estresse mecânico. Para estimular a formação óssea, são mais eficazes os exercícios de impacto e de resistência:
- Exercícios com carga de peso: caminhada (com passo rápido), corrida leve, dança, subir escadas. O ideal são 30 a 40 minutos, 5 dias por semana.
- Musculação e treino de resistência: fortalecem a musculatura paraaxial e melhoram o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas. Ênfase em exercícios para membros inferiores e core.
- Treino de equilíbrio: tai chi, ioga, pilates — fundamentais para prevenção de quedas, especialmente em idosos.
- Evitar: sedentarismo prolongado, imobilização e exercícios que envolvam flexão excessiva da coluna (como abdominais tradicionais) em pacientes com osteoporose já estabelecida, pelo risco de fratura vertebral.
4. Outras medidas preventivas
- Parar de fumar
- Limitar o consumo de álcool (máximo 2 doses/dia para homens, 1 dose/dia para mulheres)
- Reduzir o consumo de cafeína (café, chá preto, refrigerantes) a no máximo 3 xícaras por dia, pois ela aumenta a excreção urinária de cálcio
- Evitar bebidas à base de cola (fósforo em excesso prejudica a absorção de cálcio)
- Prevenção de quedas: retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio no banheiro, usar calçados antiderrapantes, corrigir déficit visual
Tratamento: quando e como medicar?
O tratamento medicamentoso está indicado para:
- Pacientes com T-score ≤ -2,5 em coluna lombar ou fêmur (osteoporose)
- Pacientes com história de fratura por fragilidade (independentemente do T-score)
- Pacientes com osteopenia (T-score entre -1 e -2,5) que apresentem risco elevado pelo FRAX (risco de fratura maior em 10 anos ≥ 20% ou risco de fratura de quadril ≥ 3%)
Bisfosfonatos (primeira linha)
Alendronato de sódio (70 mg/semana): é o medicamento mais prescrito no mundo para osteoporose. Reduz o risco de fraturas vertebrais, não vertebrais e de quadril em 40 a 50% em 3 a 5 anos de tratamento.
- Como tomar: em jejum ao acordar, com um copo grande de água (200 mL). Não deitar nem ingerir alimentos ou outros medicamentos por pelo menos 30 a 60 minutos. Essa rotina é essencial para evitar o principal efeito adverso: úlcera de esôfago.
- Alternativas: risedronato (35 mg/semana ou 150 mg/mês), ibandronato (150 mg/mês oral ou 3 mg/trimestre venoso), ácido zoledrônico (5 mg/ano intravenoso — excelente opção para pacientes que não toleram a via oral ou têm dificuldade com a posologia correta).
- Duração: 3 a 5 anos de tratamento com bisfosfonatos orais. Após esse período, reavaliar. Em geral, faz-se uma "pausa medicamentosa" (drug holiday) de 1 a 3 anos para reduzir o risco raro de complicações como fratura atípica de fêmur e osteonecrose de mandíbula.
Denosumabe (Prolia®)
Anticorpo monoclonal que inibe os osteoclastos (células que reabsorvem o osso). Aplicação subcutânea de 60 mg a cada 6 meses. Não requer posologia oral complexa e não é eliminado pelos rins, sendo seguro em pacientes com insuficiência renal.
- Redução de fraturas: risco de fratura vertebral reduzido em 68%, de quadril em 40%, de não vertebrais em 20%
- Não pode ser interrompido abruptamente — ao parar, há efeito rebote com perda óssea acelerada. Se necessário suspender, deve ser substituído por bisfosfonato.
Teriparatida (Forteo®)
Análogo do PTH (paratormônio), com ação anabólica — ou seja, estimula a formação de osso novo. Diferente dos outros medicamentos que apenas reduzem a reabsorção, a teriparatida efetivamente constrói osso.
- Aplicação subcutânea diária (20 mcg/dia), por no máximo 2 anos
- Reservada para casos de osteoporose grave: T-score muito baixo (≤ -3,5), múltiplas fraturas vertebrais, falha de tratamento com bisfosfonatos
- É extremamente eficaz, mas de alto custo
Outras opções
- Ranela e de estrôncio: uso limitado na prática atual
- Raloxifeno: modulador seletivo do receptor de estrogênio, indicado principalmente em mulheres na pós-menopausa com alto risco de fratura vertebral; reduz também o risco de câncer de mama, mas aumenta risco de trombose venosa
- Reposição hormonal (estrogênio): eficaz para prevenção de perda óssea, mas reservada para mulheres com sintomas menopáusicos relevantes, dado o risco aumentado de câncer de mama, eventos cardiovasculares e trombose com uso prolongado
Todos os pacientes em tratamento para osteoporose devem ter cálcio e vitamina D adequados — seja pela dieta, seja por suplementação. Medicação sem a garantia desses dois nutrientes tem eficácia comprometida.
O papel do check-up 40+ na prevenção
Um dos maiores equívocos na medicina preventiva brasileira é tratar a osteoporose como "doença de velho" e deixar para pensar nela só depois dos 65 anos. A verdade é que as decisões que tomamos aos 40, 45 e 50 anos definem a saúde dos ossos que teremos aos 70 e 80.
Por isso, o Check-up 40+ deve obrigatoriamente incluir:
- Dosagem de 25-hidroxivitamina D (vitamina D): para identificar e tratar deficiências precocemente. A deficiência de vitamina D é extremamente prevalente entre pacientes acima de 40 anos, mesmo em regiões ensolaradas do Brasil.
- Avaliação da ingestão de cálcio: uma anamnese alimentar simples — quantas porções de laticínios por dia? Consome vegetais verde-escuros, sardinha, tofu? — já permite estimar se a ingestão é adequada ou se há necessidade de suplementação.
- Orientação sobre exercícios: não basta dizer "faça caminhada". É preciso orientar o tipo, a frequência, a intensidade e a progressão. Exercícios de resistência com pesos são particularmente importantes para mulheres na peri-menopausa.
- Identificação de fatores de risco: tabagismo, consumo de álcool, uso de medicações como corticoides.
- Densitometria óssea quando indicada: mesmo antes dos 65 anos, se houver fatores de risco significativos, o exame pode e deve ser solicitado para estabelecer a linha de base e monitorar a perda óssea ao longo do tempo.
No meu consultório, costumo dizer que a osteoporose é como a aposentadoria: quanto mais cedo você começa a se preparar, melhores serão os resultados no futuro. Se você esperar sentir dor para cuidar dos ossos, já é tarde — o alarme da osteoporose é a fratura, e uma vez que o osso quebra, as consequências são irreversíveis.
Conclusão
A osteoporose atinge 10 milhões de brasileiros e caminha para se tornar um dos maiores problemas de saúde pública da próxima década. É silenciosa, progressiva e, quando se manifesta, já deixou sua marca na forma de uma fratura dolorosa e potencialmente incapacitante. Mas também é altamente prevenível e tratável.
Os pilares do combate à osteoporose são: cálcio adequado (1000 a 1200 mg/dia), vitamina D (800 a 2000 UI/dia, com monitoramento sérico), exercícios com impacto e resistência, eliminação do tabagismo, moderação no álcool e, quando indicado, tratamento medicamentoso com bisfosfonatos, denosumabe ou teriparatida.
O diagnóstico precoce pela densitometria óssea e a avaliação de risco a partir dos 40 anos podem fazer a diferença entre uma vida ativa e independente na velhice e uma rotina de limitações, dores e fraturas recorrentes.
Como médico de família, meu compromisso é com a prevenção. Se você tem mais de 40 anos, nunca fez um check-up ou não lembra a última vez que checou seus níveis de vitamina D e cálcio, este artigo é um convite: cuide dos seus ossos hoje para que eles sustentem você amanhã.
Agende sua avaliação. A osteoporose não avisa — mas você pode se preparar.
Dr. Marcos Maranhão • CRM-SP 132.965
Médico de Família